Los Locos

Piero

Biólogo, gastava grande parte do seu tempo tentando entender como parasitas fazem suas coisas parasitárias. Agora, prefere entender e ensinar como ver as coisas mais de perto, e colorir todos os componentes que fazem a máquina da vida funcionar.Nos intervalos, procura no seu entorno a melhor coxinha. Mas, secretamente, espera que não a encontre, para a busca

Gabú

Biólogo, um ex-bolsista, agora trabalhador científico, buscado e desenvolvendo técnicas  para separar e quantificar coisas invisíveis. Conhecido no meio familiar como piloto de prova de coxinha. Desde a mais tenra infância sempre com o Cone Sagrado na mão. Sou convicto que o mundo se divide em duas categorias: 1. Os que comem a coxinha da ponta para a bundinha; e 2. Os que comem coxinha da bundinha para a ponta.

 

 

Yudi (in memoriam)

Imagine-se com 4 anos de idade. Numa hipotética festa de aniversário. Você poderia pensar: oba, hoje não preciso comer salada! Mas você não pensa nisso. Você nem cumprimenta o aniversariante. Você corre para a mesa de salgadinhos. Você passa pelo risole. Você passa pelo bolinho de queijo. Você passa pelo bolinho de carne, pelo esfirra. Mas você só quer uma coisa… Você chega, enche o punho com ELA. Você pegou 6 unidades! A primeira delas você engole por inteiro. A segunda você até mastiga uma vez. A terceira você até mastiga duas vezes.  Mas na quarta… hum… na quarta… agora já baixou a adrenalina, o cortisol e talvez a insulinemia… Você está pronto. Pronto para apreciar. A mais fina iguaria. A proporção perfeita de queijo, frango e massa, perceptíveis sob a sensível incumbência de milhares de corpúsculos sensíveis à doçura, ao salgado, à acidez, à ardência e ao umami, tudo somado com o mais perfeito aroma  Essa orchestra de sensações são rapidamente processadas por seu cérebro, findando no mais prazeroso êxtase. Serendipe! O mais prazeroso dos prazeres do Marcelinho, comendo a maravilhosa coxinha da tia Dete. Hoje sou o Marcelo Yudi. Diferentemente do Piero e do Gabú, não busco a coxinha perfeita. Busco relembrar, se não ao menos me aproximar, daquela pueril sensação perdida. Pois a coxinha perfeita eu já comi. E tenho certeza que o leitor também já o fez. Acontece que crescemos demais e esquecemos do que é realmente importante na vida. Mas não se preocupe. Estamos aqui pra ajudá-lo.

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