Coxinhas com história e sentimentos, por Denize Ornelas

Não quero chamar o texto que nossa leitora Denize Ornelas, de Duque de Caxias (RJ) manodou de resenha, acho que é mais uma história de vida recheada de coxinha, ou melhor, uma coxinha recheada de vida, mas mesmo assim ainda acho que essa definição ainda fala pouco sobre o que ela nos escreve.

Bom! Por falta de melhores definições vou deixa-los aqui com esse texto e ao lê-lo vocês poderão entender o que eu estou tentando dizer.

Hoje eu sou uma pessoa apreciadora de coxinhas requintadas, feitas com ingredientes selecionados e com selos de qualidades do tipo “Melhor Coxinha” mas houve um tempo que “coxinhas chiques” não faziam parte da minha dieta. 

Quando eu era criança, “coxinha era só coxinha”, aquele salgadinho que eu adorava comer a qualquer hora e era só ver que dava vontade!

Tenho que confessar que entre carne e frango 99% por cento das vezes eu vou preferir carne. Mas entre os salgadinhos, mesmo de frango, a coxinha sempre foi a campeã da minha preferência.

Em todo lugar que comi na minha vida – lanchote, bar, boteco, cantinha – se tinha coxinha, eu experimentei.

Muitas me marcaram mas as coxinhas que nunca mais vou poder comer e são as que gostaria de resenhar.A primeira delas era a coxinha que eu comia com fanta uva na cantina da Escola Estadual que minha mãe trabalhava. Eram horríveis, lembro do cheiro gordurento, da temperatura morna e do recheio laranja de coloral. Mas foi comendo uma coxinha dessas que com uns 5 anos de idade eu parei para pensar em porquê no recreio, os alunos comiam “arroz e salsicha”
ao invés dos lanchinhos vendidos na cantina para os professores. Digamos que foi uma coxinha reflexiva da qual eu nunca mais esqueci. 

A segunda coxinha que me mata de saudade eram umas mini-coxinhas que eram vendidas numa lanchonete chamada JB e ficava no calçadão comercial da minha cidade natal, Duque de Caxias. Mini-coxinhas, bem recheadinhas, igualzinhas as de festinhas mas que podiam ser comidas durante o dia e na quantidade que eu quisesse: 100, 200, 500 gramas!!! Era um sonho!!!
Fosse a saída para comprar brinquedo, roupas ou qualquer outro produto, o momento mais esperado pra mim era o final das compras quando minha mãe me levava pra comer minhas coxinhas e beber guaraná caçulinha!!!!

A terceira é a coxinha da minha avózinha Nilza. Era um ritual delicioso
vê-la preparando os ingredientes: a galinha, a massa, moldando, bezuntando no ovo e enfarinhando as preciosas coxinhas. Esperar até a hora das coxinhas irem para o óleo quente era “angustiante” porque geralmente essas coxinhas não eram feitas para festinhas ou para o lanche – era o prato principal de um almoço ou jantar!!! Nem mini nem de confeitarias – as coxinhas da minha avó eram do tamanho perfeito para equilibrar muito recheio e pouca massa e pasmem, a gente comia coxinhas com arroz e feijão.

Minha avó hoje tem 81 anos e tem Alzheimer, nunca mais irei comer as suas coxinhas…

É triste, eu sei, mas como a Didi resenhou, coxinhas unem! Por isso, toda vez que alguém que eu gosto muito vem para São Paulo (onde eu moro agora), eu convido pra comer uma das minhas coxinhas favoritas na cidade, afinal, comer coxinhas juntos sempre fazem as pessoas lembrar do passado e contar histórias maravilhosas sobre… coxinhas!!!

Como temos acompanhado aqui no Soy Loco Por Ti Coxinha, além do Sacro Cone ser gostoso ele está mais presente na vida das pessoas e nas suas histórias de vida, seja na vida social ou familiar, como nesse caso da Denize, com a coxinha da sua Avó.

É, pimpolhos e pimpolhas, o Santo Salgado é um agregador pessoas, histórias e sentimentos….

Muito Obrigado Denize, por dividir conosco essa bela história

Como temos acompanhado aqui no Soy Loco Por Ti Coxinha, além do Sacro Cone ser gostoso ele está mais presente na vida das pessoas e nas suas histórias de vida, seja na vida social ou familiar, como nesse caso da Denize, com a coxinha da sua Avó.

É, pimpolhos e pimpolhas, o Santo Salgado é um agregador pessoas, histórias e sentimentos….

Muito Obrigado Denize, por dividir conosco essa bela história

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